Em busca de uma consciência mais ampla sobre nossa relação com o Universo, o tempo surge como meu maior fascínio. Ciência, arte e espiritualidade investigam suas camadas ocultas e apontam para uma natureza indômita e não linear.
O tempo é fluido. Estica, derrete, expande, contrai, dobra, espelha. Seu ritmo é selvagem e atravessa o infinito. Descobertas científicas e saberes espirituais convergem ao sugerir que passado e futuro não são absolutos, e que múltiplas dimensões coexistem.
Assim como o tempo, o feminino é algo a se reaprender. Ambos habitam o enigmático, o invisível, o que pede integração e não controle.
As esculturas vestíveis desta coleção são objetos simbólicos que despertam uma consciência ampliada. Pontos de partida para uma investigação sensível sobre nossa interligação com o Universo.